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riscos_e_rabiscos

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Monday.

 

As segundas-feiras deviam ser abolidas da semana. Ponto final. Podiam transformá-las em mais um dia do fim-de-semana (decerto ninguém se importaria), num feriado semanal, ou noutra coisa qualquer… mas que devia ser um dia a ser suprimido, devia!

 

Acordei a sentir-me um zombie, depois de uma noite de insónia terrível. Tive esperança que o despertador tivesse adormecido mas, como sempre, foi pontual e estridente.

Quando coloquei um pé fora da porta de casa, levei com uns salpicos em cima. “Mau, chuva não dá muito jeito”, sussurrei aos meus botões enquanto olhava os céus, para ver se algum deus se encontrava por lá para meter a cunha ao São Pedro.

 

Após engolir o meu café-despertador matinal, entrei no colégio para organizar os putos e arrumar as tralhas. Nem sonhava eu o que iria acontecer.

Já todas as crianças estavam a postos e impacientes para se enfiar no autocarro e ir para a beach e autocarro… nada!

 

Os autocarros das outras turmas partiram todos contentes cheios de agitação enquanto nós… nos sentámos nas escadas da entrada com os olhos postos no fundo da rua, desejando fervorosamente que viesse. Depois do pedido de desculpas e da justificação de se ter “perdido”, lá partimos nós com 1 hora de atraso, profes e auxiliares furibundas e putos endiabrados. Até uma menina do 1º ano me disse “ó teacher os senhores deviam ser mais responsáveis e deviam chegar a horas”. Glup!

 

A água do mar estava terrivelmente fria e com fortes ondas. Tantinho que eu gosto de água mas hoje parecia que estávamos a entrar numa arca congeladora. Sinceramente, até me senti uma dourada congelada. Brrr!

 

Chegada a hora de regressar, enfiámo-nos nos autocarros rumo a Lisboa. Ao subir em direcção aos céus, que é como quem diz ao convento, não é que saltou uma roda de um “#$)%/”#/% de um jipe, o que provocou uma paragem geral do trânsito nos dois sentidos?! E a polícia? Qual polícia?! O que é isso?! Ah, devem ter sido uns senhores que pararam lá mas como não tinham sido chamados para o evento, rabiscaram qualquer coisa numa folhitas e deram de frosques…

 

Resultado: uma hora de espera, dois “pilotos” (segundo um menino do 1º ano, lol!) mal-encarados, 2 profes e 2 auxiliares desesperadas e resmas de crianças aflitas para verter águas e aconchegar o estômago.

 

Para terminar o dia maravilhoso, mesmo ao chegar a casa, levei com um “bafo sovacal” capaz de exterminar o pior dos monstros alienígenas. Consegui manter-me consciente até chegar a casa nem sei como.

 

Valia a pena ou não eliminar esta segunda-feira?!

 

Viva O Frio, O Natal, A Chuva E As Filas De Trânsito!!!

                        

 

Tenho a dizer que ainda não congelei mas está quase, quase! E acrescento ainda que a loucura do Natal já começou! Confirma-se que o pessoal todo já enlouqueceu. Mas prossigamos…
 
Comecei o fim-de-semana enfiada na Loja do Cidadão. Achei que era uma maneira diferente de entrar num fim-de-semana prolongado. Para ser diferente. O que fui lá fazer? Pois… agora é que a coisa vai começar a piorar… Fui alterar o registo de propriedade de um automóvel… Fui alterar para o MEU nome… estão a entender?
Significa isto que um dias destes vou começar a circular estrada afora com o meu bólide. Por isso, aconselho-vos cautela. Nem, vos vou dizer a marca nem a cor do carro. Não é por nada, é só para não terem inveja… Cof! Cof! Cof!
Demorei meia hora a tratar do assunto na Loja do Cidadão. Não deve ser normal, pois não?
 
De tarde resolvi ir beber um balde de café ao Starbucks (os gajos pagam-me para fazer publicidade) para ver se aquecia os pés e fazer umas comprinhas. Foi pena não terem avisado na TV que as filas de trânsito começavam quase dentro da cidade. O que é mais estranho mesmo é que as filas pareciam dever-se ao facto dos parques de estacionamento estarem repletos. Enganem-se!
Ou estamos todos aparvalhadinhos e ceguetas por causa do Natal ou há pessoal que gosta de ir passear pelos parques de estacionamento dos centros comerciais ou apreciar as vistas enfiando-se em filas de trânsito. Sim, porque os parques de estacionamento até tinham lugares!
Só sei que com tanta seca de fila de trânsito, desistimos das americanices e fomos beber um cafezinho à Tuga mesmo e depois fazer as comprinhas.
 
Nessa noite tive a minha amiga S. e o seu gajo a jantar lá em casa. O bacalhau com Broa estava fixe, foi pena faltar um cadinho de sal e o namorado dela não gostar de bacalhau (ninguém me tinha avisado...). Chato, não foi? Assim ficámos com almoço para o dia seguinte!
Faltaram apenas os profiteroles prometidos. Mas à falta destes, adoçámos a boca com as filhós que a minha mãe fez!
 
No domingo fiquei em casa a apreciar o quentinho do aquecedor lar e a entreter-me com as minhas bijutarias. Fiz, ensinei, montei e fotografei. Nem imaginam as belas obras de artes que fiz. Serão divulgadas a seu tempo no cantinho do costume! (Antes de serem expostas nalgum museu, espero!)
Apreciei a chuva e as trovoadas com o meu amado e o meu fiel escudeiro Pimentinha. A parte que mais gostei foi a do granizo e das nuvens negras. Já vos disse que tenho um medo horrível de trovões, não já?
 
No feriado, foi dia de descanso. Papar os filmes da TV enquanto chovia lá fora e falar com o meu amado ao telemóvel enquanto ele viajava. Tenho sempre receio das viagens e muito mais nestas alturas em que há muito movimento nas estradas e o mau tempo faz das suas.
 
Hoje – roam-se – é o meu dia de folga e não fui trabalhar. É chato não é? Principalmente porque não me apetece fazer mais nada senão estar de volta do aquecedor. Mas tenho ali uns testes aos gritos a chamar por mim e as actividades de Natal só a mandar-me bolas de neve e a cantar Christmas Carols pra ver se vou tratar delas. Não tenho grandes alternativas de fuga… Acho que vou beber um café e depois tratar da saúde àquelas folhas todas!!! Ai vou, vou!!!
 
 

Pescadinha de Rabo na Boca

                           

 

Diz o povo que “há dias que mais valia não sair de casa”. E como sempre, o povo tem razão. E ontem foi um dia desses. Pelo menos para mim.

 

Aqui na minha zona existe um clube caseiro que promove várias actividades recreativas e desportivas. E, ao que parece, as “mostras” das actividades foram todas marcadas para esta altura. Ou seja para o verão. E mais importante: para as horas de maior calor!!!

 

Saí eu de casa toda fresca e airosa para ir buscar a minha mãe, à casa de repouso onde a minha tia está, e ir lanchar. Chego a uma das ruas principais e só vejo polícia. O N. comenta comigo que deve ter havido martelada mas eu respondo-lhe que não me parece, que aquele policiamento deveria ser para controlar o trânsito para alguma corrida.

 

Ora nem mais! O senhor policeman manda-nos aguardar enquanto passam meia dúzia de corredores esfalfados. Seguimos caminho e fomos buscar a minha mãe. Eu estava a morrer de dores de cabeça (para variar!) mas entrei para dar um beijinho à minha tia e trazer a minha mãe. Rumámos a casa para irmos atacar um belo lanche (eu era mais café!) no café quando, ao chegarmos aqui à zona, apanhamos com o trânsito todo cortado. Excelente, lindo mesmo!

 

Dez minutos de espera. Meia dúzia de corredores passam, mais mortos que vivos devido ao calor que se fazia sentir às quatro da tarde. Uns apenas caminham porque a dor-de-burro aperta, outros já não podem com um gato pelo rabo.

 

Sinal para o trânsito avançar. Mas apenas encostados à direita. Cumprimos. Entretanto surge-nos a questão: e como viramos para a esquerda (que era por onde devíamos seguir)? Não viramos! O senhor policeman não deixa! Alternativa: dar a volta no sinal da bomba de gasolina. Lá fomos. Abre o sinal mas é impossível avançar… a faixa para onde temos de entrar está parada por ordem do senhor policeman!!! Continuamos a aguardar. E a assar!

 

Mais uma vez abre o sinal e o trânsito escoa. Nós seguimos na fila. Nova paragem. Decidimos cortar para outra rua na esperança de podermos safar-nos às paragens forçadas, indo em frente.

Argh! Nova paragem ordenada pelo senhor policeman! Esteve quase a dar-me 3 coisas más!

 

É que eu já nem fui ao café. Só queria mesmo ir para casa. É que, entretanto, eu tinha ido buscar um escadote e andava a passeá-lo estrada fora. O N. só dizia: espero que não impliquem com o escadote. Eu disse-lhe que se implicassem ainda ouviam duas ou três verdades. É que andava a percorrer as ruas todas por que me mandavam parar e queria ir para casa e não conseguia passar!!!

Numa hora fiz um trajecto que se faz num 1 minuto… Podiam ter avisado que o trânsito ia ficar condicionado, não?!

 

Para Aliviar...

 

Parece que Portugal inteiro anda com problemas de entupimento. Designadamente em termos de trânsito. Que havemos de fazer? Que medidas adoptar? Pois bem, já há muitas soluções e alternativas para este problema.

 

Tenho ouvido algumas pessoas queixarem-se do trânsito. É normal… Afinal quem é que gosta que fique ali parado? Acabamos por nos enervar por a coisa não fluir normalmente e temos que passar pelo suplício da espera e do esforço até que as coisas se descongestionem. Há quem até se sinta mal com o trânsito parado!

 

Este problema revela-se bastante comum entre os cidadãos, pelo que me é dado a observar. Ele pulula um pouco por todo o lado. Para aliviar o problema, há quem recorra a estratégias como jornais, revistas, livros, jogos, palavras cruzadas, etc. na esperança que estas ajudem o trânsito a fluir mais rápido e menos dolorosamente. Rezamos, fervorosamente, para que o ritmo comece a normalizar.

 

Parece que agora é moda, um pouco por todo o lado, falar-se em trânsito e desenvolver-se novas ideias para que se entre num ritmo normal. O mais insólito é que, se para uns estas ideias são autênticos milagres, para outros são um autêntico exagero. Para estes, basta apenas muita calma, descontração e uma boa alimentação.

 

De manhã, à tarde ou à noite, durante as refeições ou fora delas, convém sempre ter em mente o trânsito. Cada organismo tem necessidades diferentes. Há que reabastecer as nossas defesas para resistirmos às agressões do dia a dia.  E há um leque variado de formas para o fazer.

 

Tenho a sensação que a preocupação do trânsito já tomou uma dimensão planetária. As estratégias para o seu combate começam a surgir nas coisas mais simples e elementares do nosso quotidiano.

Mas por outro lado, pergunto: e então quem não sofre por causa do trânsito? Também é obrigado a ter que gramar os “fluidores” de trânsito? Ora aqui está uma bela questão a ter em mente e sobre a qual gostaria de ter a vossa opinião…

Líquidos ou sólidos, de acordo com a preferência de cada um, invadiram o nosso mercado quase a obrigar-nos a ser consumidores compulsivos. Estratégia de marketing ou alerta geral?

 

Os microorganismos milagrosos encontram-se em iogurtes, água, cereais entre outra coisas que certamente desconheço!

Só espero que a febre das fibras, das bactérisa reguladoras do trânsito intestinal não façam uma invasão terreste, a nível global. Já imaginaram o que era o planeta inteiro com uma disenteria desenfreada?! Valha-me santo papel higiénico e nossa senhora da sanita livre!!!

                                

 

Circular é Viver!

 

Começo a ficar assustada, realmente assustada. E chocada com a violência nas estradas. Não sei se se aperceberam da quantidade de acidentes mortais que têm sido divulgados pela imprensa (fora aqueles que acontecem e que desconhecemos). E nesta última semana a quantidade de atropelamentos mortais? É revoltante. Ok, podem alegar que tanto uma coisa como outra pode acontecer a qualquer um de nós. Quer viajemos de carro ou a pé. Mas não deixa de ser chocante e revoltante.

 

Conheço várias pessoas que se transformam em autênticos animais quando entram dentro de um carro. Pessoas que têm a maior calma do mundo mas basta abrir a porta do carro e entrar que sai outra personalidade cá para fora. Tipo Dr. Jekyl e Mr. Hyde.  

E isto tolda-lhes as ideias na hora da condução. Se formos todos assim, o mundo está perdido. É preciso ser racional e ter calma embora seja difícil, reconheço. Desabafemos com uns impropérios gratuitos e umas asneiras cabeludas e deixemos o acelerador e as manobras perigosas de lado.

É que afinal um carro nas mãos pode ser uma arma mortal.

 

Outra coisa que me parece muito óbvia é o aumento de cartas de condução compradas e de cartas cartas de condução que saiem nos bollycaos (antigamente era na farinha amparo). Como tal não conhecem regras de trânsito nem sinais. Desconhecem que as riscas paralelas brancas desenhadas no chão são passadeiras para peões passarem, não para se passar por cima dos peões.

E aquelas luzinhas verde, laranja e amarela, não são efeitos de Natal! São sinais luminosos que se têm de respeitar consoante o código da cor…

 

Aqui na zona há um cigano que julga que é o Schumaker. O que é mais grave é que ele faz autênticos rallies numa zona cheia de escolas e creches.

Ontem fez porcaria. Aqui em casa ouvi um estrondo enorme. Pensei imediatamente que teria sido alguma criança apanhada. Mas não. Não atropelou uma criança mas deu uma batida brutal na traseira de um carro.

Pobre do dono do carro! O carrinho ficou com a traseira toda avariadinha e quando o pôs a funcionar, era uma roda para cada lado e chiadeira até mais não. E vá lá o dono ter saído ileso… não sei como!

Fizeram uma declaração amigável. Mas agora pergunto eu: se o cigano não tem carta, acham que tem seguro no carro? Acham que mesmo sem ter carta nem seguro, se comprometerá a pagar o arranjo do carro? E porque é que não chamaram a polícia? Para não tramarem o cigano ou para o dono do carro não ser tramado?

 

Estava a pensar voltar a conduzir e deixar de ser chulada pelas empresas de transporte e ser chulada pelas gasolineiras. Mas tendo em conta isto tudo acham que ainda vale a pena?